Gestão inteligente de riscos em transportes

14/03/2017

A capacidade produtiva de um país está intrinsecamente relacionada ao seu desenvolvimento econômico. E para dar vazão a esse processo e fazer a integração da cadeia produtiva, sobretudo em um país geograficamente tão extenso quanto o Brasil, um sistema de operações de cargas e de transporte se mostra fundamental. 

Hoje, esse sistema de distribuição logística dos transportes de cargas no Brasil revela uma predominância da rede rodoviária, devido a fatores históricos e às vantagens inerentes a esse modal. 

Apesar disso, muitos dos empresários e gestores que precisam transportar cargas, enfrentam inúmeros desafios internos e externos ligados a essa operação. Entre eles, estão problemas com prazos, mal atendimento de transportadores, avaria nos produtos e o constante roubo de cargas – nesse ponto, torna-se fundamental a Gestão de Riscos em Transportes, que visa minimizar os problemas de segurança, gerar otimização no tempo de entregas e maximizar resultados financeiros e operacionais

Veja, no artigo a seguir, mais informações sobre a operação de cargas no Brasil, como funcionam estas operações, e os benefícios que uma Gestão de Riscos em Transportes pode trazer para a sua empresa. Confira! 

Operação de cargas no Brasil 

Segundo dados divulgados pela FIESP, no Brasil, o transporte rodoviário é responsável por 60% da distribuição de carga do país. De acordo com o Ministério dos Transportes, essa predominância se deve em parte a um processo histórico de priorização da construção de rodovias e à expansão da indústria automobilística, que ajudou a consolidar a malha e o transporte rodoviário do país. Além disso, essa modalidade é bastante utilizada em função de suas diversas vantagens como sua versatilidade, fácil acessibilidade e pronta disponibilidade. 

No entanto, apesar desses fatores, ainda faltam investimentos públicos no setor. O Ministério dos Transportes, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte – DNIT, realizou um estudo que verificou que cerca de 60% da malha rodoviária brasileira apresenta bom estado de conservação. 

Estradas ruins, ausência de infraestrutura de fiscalização, despreparo policial, falta de seguradoras e corretores especializados, sinistralidade alta e a dificuldade de aceitação de determinados riscos estão entre os desafios enfrentados por quem atua nesse segmento. 

De acordo com a Confederação Nacional do Transporte, em 2015, o total de ocorrências de roubo de cargas no Brasil cresceu 10%, comparado com o ano anterior. Foram 19.250 registros, acumulando um prejuízo de R$ 1,12 bilhão para os transportadores. 

Gestão de riscos em transportes 

Boa parte dos sinistros da operação de cargas no Brasil poderia ser solucionada com uma gestão inteligente, estratégica e preventiva de riscos. A gestão de riscos possibilita a implantação de medidas preventivas que visam a identificar e minimizar as perdas ou danos pessoais, materiais e financeiros que podem ocorrer no transporte de cargas. Para tal, são demandados planejamento, investimento em tecnologia e competência na execução. 

Os mecanismos mais comuns para minimizar riscos no segmento é a consulta de cadastros dos motoristas e dos proprietários dos veículos envolvidos no transporte, sistemas de rastreamento, monitoramento de veículos e cargas, roteirização das rotas e a contratação de escolta armada e de seguro corporativo. Entretanto, a gestão de risco vai muito além disso. Para erradicar perdas e evitar custos adicionais, gestores das áreas relacionadas a transportes operacionais precisam desenvolver um planejamento estratégico, com ações integradas para identificação de pontos críticos, tratando-os em várias frentes e em alto nível de modo sempre preventivo e não reativo, evitando ter que lidar com os problemas após os mesmos surgirem. 

Um modelo de gestão que leve esses fatores em consideração permite melhorias contínuas na logística de transportes para que todos os envolvidos trabalhem de forma eficaz e com mais segurança, otimizando processos, reduzindo custos operacionais e gerando resultados. 

Planejamento para a Gestão de Riscos em Transportes 

A seguir, confira alguns passos fundamentais para elaborar o planejamento da Gestão Inteligente de Riscos em Transportes de sua empresa. 

  1. Identificação de riscos em transportes

Inicialmente, é feito um levantamento e o registro dos possíveis riscos por meio da operação de logística. Para identificá-los, deve-se procurar um parceiro especializado e isento, que tenha um olhar de mercado para fazer a revisão de processos, documentações e históricos, e que adote técnicas comprovadas para a coleta e avaliação dessas informações. 

Por meio de uma análise situacional da operação de logística da empresa, são identificados e mapeados os riscos inerentes ao transporte de cargas, os potenciais riscos futuros e os pontos passíveis de melhorias nessa operação. 

  1. Análise de riscos em transportes

Os riscos são eventos incertos que, ao ocorrerem, podem provocar desdobramentos positivos ou negativos para a organização. Nessa etapa, é preciso fazer uma estimativa das probabilidades de sinistro e prever quais seriam as suas eventuais consequências. Com os riscos potenciais listados, começa a fase de análise qualitativa e quantitativa, agrupando-os de acordo com sua prioridade ou gravidade. 

  1. Planejamento preventivo

Com base nos principais riscos, é elaborado um manual de operações para padronização de procedimentos que serão utilizados por toda a cadeia logística. Nesse momento, também são definidas as tecnologias e os recursos que deverão ser adotados nessa operação. 

Além disso, são planejadas medidas e condutas preventivas e emergenciais a fim de trazer mais segurança e confiabilidade para a operação de cargas da empresa. 

  1. Treinamento

O fator humano necessita de um tratamento especial, principalmente no que ser refere aos envolvidos diretamente na logística do transporte de cargas. Dessa forma, deve-se constantemente capacitar os profissionais que atuam nesse segmento, sobretudo os que atuam mais diretamente nos pontos de maior risco, destacando o papel-chave que eles desempenham no processo e qual é o padrão operacional e a qualidade de serviços que a empresa almeja. 

  1. Operacionalização e controle

Nesta fase, todas as estratégias planejadas são colocadas em prática. Entre essas ações, é importante definir meios para o controle dos novos procedimentos, métodos de avaliação da qualidade operacional e passos necessários para adequar eventuais erros de planejamento. 

A operação de cargas no Brasil é um segmento altamente estratégico, porém ainda sofre com diversos desafios e dificuldades para a sua boa operacionalização.  

Entre as alternativas que as empresas de logística e de operação de cargas no Brasil podem adotar para minimizar os efeitos negativos desse cenário e aumentar sua proteção e otimizar sua performance operacional está a Gestão de Riscos em Transportes integrada à contratação de um seguro corporativo segmentado para organizações do segmento logístico, de modo a colocar o foco na gestão inteligente dos riscos para operações de armazenamento, movimentação e transporte de cargas. 

Como sua empresa realiza Gestão de Riscos em Transportes? Você ficou com alguma dúvida sobre o tema ou quer saber mais sobre como fazer a gestão integrada de seguros e gerenciamento de riscos? Leia mais sobre o assunto aqui no blog.